“Não sou policial, sou presidente da Republica. O governador ainda tem saudade do tempo da tortura (...).”
“A questão do dinheiro, não precisa fazer tortura para saber de onde veio o dinheiro. É só perguntar para o PT (...). É só chamar os seus amigos de 30 anos e perguntar.”
*
ALCKMIN ARRASA LULA. ENQUETES MOSTRAM VITÓRIA FOLGADA DO TUCANO
As primeiras enquetes realizadas sobre o debate realizado na TV Bandeirantes entre o candidato Geraldo Alckmin e o Lula mostraram que o ex-governador de São Paulo venceu o adversário - 64,13% a 35,87% no Uol e 75,97% a 24,03% no portal do Estadão, à 00:25 hs.
No site de O Globo Geraldo Alckmin derrotou Lula por 59.53% a 36.27%, às 00:25 hs. O globo também perguntou se houve empate (1.38%) e se os dois perderam (2.80%).
Lula não conseguiu explicar de onde veio o R$ 1,7 milhão apreendido com petistas para a compra de um dossiê fajuto e nem como ignorava armações como esta e a do Mensalão, realizadas no próprio Palácio do Planalto, a poucos metros de seu gabinete, pelo Chefe da Casa Civil, José Dirceu.
“Ele sabe tudo do governo Fernando Henrique; pena que não sabe nada do seu”, ironizou Alckmin.
Desde o primeiro bloco do debate, realizado na noite deste domingo, ficou claro porque Lula fugiu de todos os debates realizados antes do primeiro turno.
Não conseguiu responder às perguntas do candidato Alckmin, fugindo dos temas propostos e mostrou muito nervosismo, mordendo os lábios sem parar.
Constatou-se que a dificuldade do presidente Lula em situações ao vivo, sem possibilidade de edição de suas falas, é imensa: sequer teve competência para fazer espontaneamente uma pergunta – levou-as por escrito.
O candidato Alckmin, ex-governador de São Paulo, ao contrário, mostrou segurança e firmeza para expor suas propostas apontando os erros do governo Lula que terão que ser corrigidos em seu eventual governo.
O presidente tentou alfinetar Alckmin com a questão da segurança pública em função das investidas do PCC em São Paulo. Mas acabou sendo “espetado” no momento em que Alckmin falou sobre as prisões que construiu o que fez pela segurança, e como pretendia tratar desta questão, pois a considera um problema nacional, de toda a sociedade.
Acusou ainda o governo do PT de ter deixado de repassar verbas para a segurança e lembrou que o Palácio do Planalto pediu a ele, enquanto governador de São Paulo, que abrigasse o criminoso Fernandinho Beira Mar, pois apenas naquele estado existe uma prisão de segurança máxima.
Na questão ética, Geraldo Alckmin deu uma aula a Lula. Mostrou ao candidato-presidente que o exemplo tem que partir do chefe maior da Nação, o que não vem ocorrendo com o governo do PT, provocando descrença na sociedade brasileira sobre valores morais.
Alckmin destacou que as novas gerações precisam entender que o normal e o desejável é ser ético, honesto, eficiente e punir aqueles que cometem ilegalidades ou infrações, e não adulá-los, como tem feito o presidente Lula.
”Qual a autoridade do presidente Lula para falar de corrupção com a lista de ministro processados ou indiciados pelo Ministério Público e Polícia Federal que seu governo ostenta como José Dirceu, Humberto Costa, Luís Guchiken, Anderson Adauto e Antônio Palocci?”, questionou Alckmin.
Lula atrapalhou-se para responder sobre o fracasso de sua política externa, tentando justificar a humilhação sofrida pelo Brasil frente à Bolívia e outras derrotas, como as candidaturas ao Conselho de Segurança da ONU e à presidência da OMC.
Alckmin acusou o governo Lula de falta de firmeza no caso da Bolívia e lembrou ao presidente que ele deveria se preocupar primeiro com os empregos gerados no Brasil e com o desenvolvimento das indústrias brasileiras e não com as dos outros países.
O ex-governador de São Paulo também cobrou transparência de Lula nos gastos do Palácio do Planalto feitos com os cartões corporativos, que subiram exponencialmente em seu governo e não são de conhecimento público.
Questionou ainda o ex-presidente Lula sobre a aquisição do avião “Aerolula” em outro país, gerando empregos naquele lugar e relatou que vendeu os que eram utilizados em São Paulo, quando assumiu o governo. “Vou vender o Aerolula e construir 5 hospitais com o dinheiro da venda”, prometeu.
Geraldo Alckmin acusou ainda Lula de mentir ao dizer que o tucano, se eleito, privatizaria Petrobrás, Banco do Brasil e Correios. Assegurou que não vai fazer nada disso e que também vai ampliar os gastos com o programa Bolsa Família. :: Assessoria de Imprensa do PFL
*
LULA FRUSTRA O BRASIL AO NÃO REVELAR DE ONDE VEIO O DINHEIRO
Havia uma expectativa de que o “presidente” Lula da Silva aproveitaria o debate na Bandeirantes para revelar de onde veio o dinheiro do PT para compra do falso do “dossiê” e, sobretudo, que o petista finalmente admitiria que é o chefe da quadrilha que assaltou os cofres públicos nestes quase quatros anos de governo Lula.
Lula preferiu mais uma vez falar de obras fantasmas, citar números que só ele e facção conhecem e especialmente mentir descaradamente, inclusive dizendo que demitiu todos os envolvidos em corrupção.Não demitiu um sequer, todos pediram demissão, de Waldomiro Diniz aos ministros e dirigentes de estatais corruptos.
O fracasso de Lula no debate foi tão contundente que a coordenadora da campanha do petista, Marta Suplicy, perguntada sobre a performance do companheiro, optou por reclamar do fato de Geraldo Alckmin puxar as questões éticas para a discussão.
Marta e Lula, muito nervoso durante todo o debate e lendo com dificuldades textos preparados por mensaleiros e sanguessugas, certamente esperavam que Alckmin fosse desprezar o único item de destaque da gestão Lula, a corrupção. :: Assessoria de Imprensa do PFL
*
APÓS DEBATE, LULLA DIZ QUE ALCKMIN É "SAMBA DE UMA NOTA SÓ"
O Lula da Silva, disse neste domingo, logo após participar do debate da Band, que seu adversário, Geraldo Alckmin é um "samba de uma nota só". Na opinião de Lula, seu adversário usou essa estratégia porque a questão do dossiê era a "única coisa que ele podia discutir comigo". Por Felipe Neves - Folha Online
*
PARA QUEM NÃO ASSISTIU AO DEBATE ONTEM, E QUISER ASSISTIR AGORA, É SÓ ACESSAR:
http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes2006/temporeal.html
*
COMENTÁRIO:
Interessante, a postura da Imprensa de uma forma geral. Ela procurou minimizar a situação do Lulla no confronto com Alckmin. Tentaram direcionar as críticas para o fato de que os candidatos apenas trocaram agressões e que nada acrescentaram em termos de propostas para o País.
Tampouco, deram a devida importância para o fato fundamental: a resposta sobre a origem dos milhões do Dossiêgate-Tabajara, que Lulla não respondeu.
Mas, não importa o que os colunistas dizem ou deixam de dizer a estas alturas do campeonato.
O Brasil ganhou, sim – com o debate de ontem. Por que, Lulla, ao não responder a pergunta que milhões de brasileiros esperavam ouvir, só acabou confirmando o que todos nós já sabíamos.
E, para os jornalistas que insistem em dizer que o debate não muda a intenção de votos, nós temos a dizer o seguinte: Pode não mudar os votos dos lullistas/petistas. Mas, dos indecisos, não tenham dúvida: estes, finalmente, decidiram-se ontem. Por Gaúcho/Gabriela – Movimento da Ordem e Vigília Contra a Corrupção.