movimento ordem vigília contra corrupcao

quarta-feira, dezembro 06, 2006

EMBUSTES

D. Aldo Pagotto, bispo presidente da Comissão Pastoral Social da CNBB criticou, poucos dias atrás, o programa Bolsa Família do governo federal, identificando-o como um vício que vai se injetando nas pessoas que o recebem.

Segundo o preclaro sacerdote o programa é assistencialista por excelência e induz os beneficiários a se acomodarem onde estão e a não buscar alternativas de crescimento pessoal e profissional. Em síntese: usuário de Bolsa Família é igual a permanente indigência.

O programa em questão, entretanto, segundo o governo federal, propiciou que milhões de brasileiros pudessem fazer três refeições por dia durante trinta dias, sendo considerado como a maior obra social da história brasileira na visão dos atuais governantes. Ninguém disse, entretanto, que tipo de refeição é essa que tem custo tão pequeno.

A manifestação do bispo se torna estranha porque é feita em período pós-eleições quando essa circunstância teria merecido melhor tratamento ao tempo das eleições em razão da pré-disposição para debates e reflexões.

A igreja católica, secularmente praticante da nefasta prática de oferecer esmola aos pobres e desprotegidos, não encontra em sua história autoridade para manifestar-se contra esse procedimento, eis que sempre foi grande mantenedora desse tipo de assistencialismo. Inclusive fazia parte da cultura da sociedade de algumas décadas atrás a presença de mendigos e portadores de deficiência junto às portas das igrejas com suas mãos encardidas estendidas a esmolar a gratidão dos ricos que entravam e saiam dos templos na busca do perdão para suas canalhices.

A igreja católica como instituição tem dogmas que vão de encontro a um mundo que acelerou em posições sociais e necessidades de seus habitantes. A questão do controle da natalidade, do uso de preservativos e do homossexualismo são discussões que não encontram em seu seio qualquer possibilidade de avanço. Mas elas estão aí a desafiar governos, filósofos, pensadores, médicos. Em contraposição a instituição esconde até onde pode os casos de pedofilia e também de homossexualidade que batem em seus quadros como se os seus integrantes não fossem humanos passíveis de tentações, embora algumas sórdidas.

Tardiamente o bispo Pagotto manifestou seu entendimento. Inês é morta!
Quem faz uma nação não é a classe política. São os cidadãos. Os políticos, eleitos por nossa escolha, outorgam-se poderes de decidir sobre nossas vidas fazendo escolhas que antes de serem para o coletivo são de interesses pessoais. Como exemplo, a questão de aumento de seus vencimentos em percentuais absolutamente distantes daqueles que concedem à patuléia.

Enquanto isso os pobres aposentados que recebem mais de um salário mínimo vão amargar apenas aquele percentualzinho de fome que está a lhes roubar o poder aquisitivo a cada ano. Não valeu o esforço do pagamento à Previdência em índices maiores. Vai acabar tudo igual logo, logo.
Somos imbecis num mundo de embusteiros. Por Sandra Silva - Socióloga e acadêmica de Direito

UM DIA PARA NÃO ESQUECER
TRAGÉDIA AÉREA, ESCÂNDALO POLÍTICO, JORNALISMO COMPLACENTE

A cada novo dia, nova prova: o governo, por intermédio do ministro da Defesa, enganou a nação brasileira ao longo de dois meses. A maior tragédia aérea brasileira está acoplada a um escândalo político de grandes proporções. Com a cumplicidade de grande parte da mídia que, mais uma vez, veiculou acusações infundadas emitidas por autoridades sonsas e/ou irresponsáveis.

Waldir Pires é um político honrado, corajoso, dono de uma biografia impoluta. Isso não o livra da constatação de que conduziu a apuração das causas da colisão do Boeing da Gol com o jato Legacy de forma, no mínimo, leviana. Mas é preciso que se diga que não o fez em benefício próprio. Sua intenção era favorecer o governo. Ou o partido do governo. Se no intervalo entre o primeiro e o segundo turno eleitoral se evidenciassem os fatos que agora começam a aparecer,
o governo sairia muito chamuscado do pleito.

48 HORAS DE FARSA SOBRE O SALÁRIO MÍNIMO
Tudo combinado: há uma proposta baixa do Governo e uma proposta alta da CUT, que serão conciliadas com uma proposta intermediária feita pelo próprio Presidente Lula e que será aceita e festejada como “o melhor para o trabalhador.” O próprio presidente interino do PT, Marco Aurélio Garcia, compareceu à reunião da CUT, aberta em Brasília na segunda feira, dia 4. Será ele quem administrará o falso clima de rebeldia e independência da CUT, que acusará o Ministro da Fazenda – que também representará o falso papel de defensor do menor valor (R$ 375,00) e será obrigado a ceder por determinação do Presidente Lula.

A CUT vai contribuir com uma passeata (com caravanas de trabalhadores vindas de vários estados em ônibus fretados) na Esplanada dos Ministérios e que está sendo anunciada como previa de um sistema chamado no Palácio do Planalto de “democracia direta” (modelo Chávez, imitada por Evo Morales) e que consiste em convocar manifestações populares para propor reivindicações para fingir forçar decisões do Governo previamente combinadas.
A farsa da “Marcha do Salário Mínimo” de quarta-feira será o equivalente a um ensaio geral. Política & Verdade

QUERIDO PRESIDENTE
A América do Sul está uma beleza. A revolução bolivariana (leia-se massas pobres manobradas pelo autoritarismo em pele de cordeiro) avança pelo continente, e o populismo já faz a festa na Venezuela, na Bolívia, no Equador, na Argentina e no Brasil. Neste último, a liberdade vai levando seus tapas com luva de pelica – e apanha calada.

É no Brasil que Hugo Chávez vem comemorar sua reeleição, nesta quinta-feira, quando será recebido por Lula. O mesmo Chávez ao qual Lula se juntou há três semanas para dizer que a imprensa está contra o povo.

Brasil festeja o homem que está decolando para completar seus primeiros 14 anos no poder, com planos de mudança constitucional para dobrar essa permanência. É questão de gosto. Compreensível para admiradores tão aplicados e incondicionais de Fidel Castro, como se vê na carta do PT ao ditador cubano, pela celebração de seus 80 anos.

Para o partido de Lula, o dono de Cuba é apenas o “querido presidente”. Na carta, não há qualquer ressalva ao regime praticado por ele, nem sombra de constrangimento com as agressões à liberdade que se vê na ilha. Definitivamente, é doce o convívio dos homens do PT com os princípios autoritários.

O governo Lula está fascinado com a imunidade eleitoral de Chávez, e não há como negar uma semelhança entre o venezuelano e o brasileiro nesse aspecto – após o passeio de Lula sobre Alckmin, com mensalão, dossiê e tudo mais. A pergunta sobre se há ou não há um projeto do PT de se perpetuar no poder é inócua. Evidentemente, há. A questão é apenas saber qual é ele, e onde está sendo montado.

Ficam aqui duas apostas. A primeira é: olho na criação dos “conselhos” e na “reforma política”. A segunda é: olho nas estatais (e, claro, “follow the money”). Por Ricardo Fiuza

Por Gaúcho/Gabriela (Movimento da Ordem e Vigília Contra a Corrupçaõ)

4 Comments:

  • Governar desinformados, assim como conduzir rebanhos de "crentes" carentes e miseráveis sempre foi mais fácil. Por isso, política e religião se afinam nesse contexto. Os pobres se multiplicam como ratos (por falta de política e planejamento familiar), sem a mínima condição de oferecer a seus filhos uma vida digna. Então, ficam a depender de esmolas do Governo, e nunca saem da condição de pobreza, pois todo ano ganham uma boca nova para alimentar. Com a natalidade exagerada, as favelas vão aumentando, a violência vai aumentando, o desemprego vai aumentando. Essa massa que garante o poder dos nefastos é a mesma que garante a sobrevivência dos dogmas.

    By Anonymous Luis Campos, at 3:55 PM  

  • O Bolsa Família jamais que vai tirar alguém da pobreza. Mas rende votos e condena o país ao assistencialismo. Eis, talvez, a origem da insensatez. Por isso é importante cultivar a miséria, dos outros, é claro. A república Petista sempre esteve amparada pelos Déspotas "Espirituais".

    By Anonymous José Maria, at 4:35 PM  

  • Uma intrigante passagem bíblica torna-se mais complexa pela força da imagem que a emoldura: é mais fácil o camelo passar pelo buraco da agulha do que o rico entrar para o Reino de Deus. Essa frase causa perplexidade. Será o buraco da agulha e o camelo apenas uma imagem para exprimir a impossibilidade do rico ir para os céus? Será que, para ser um bom cristão, é necessário ser pobre? É mania da Igreja cultuar a pobreza. Do próximo.

    By Anonymous Anônimo, at 8:30 PM  

  • Não bastou a velha carga utópica do reduzida a pó de traque pela falência do socialismo real. Sistema caduco e reacionário e furioso que dizimou milhares. Quem diria que o Chávez tem um doutorado em sociologia? Eis a diferença do perigo entre Lula e o caudilho!

    By Anonymous J.B., at 8:55 PM  

Postar um comentário

<< Home