movimento ordem vigília contra corrupcao

segunda-feira, dezembro 04, 2006

DIREITA DA AL ESTÁ EM CRISE DE IDENTIDADE

"NUNCA VI ALGO TÃO DELIRANTE DESDE O DESAPARECIMENTO DE GROUCHO MARX."

O escritor cubano Carlos Alberto Montaner não entende por que os venezuelanos gostam de Hugo Chávez. Ele se espantou outro dia ao ver Chávez defender na TV um novo modelo econômico, baseado no escambo e na solidariedade. "Nunca vi algo tão delirante desde o desaparecimento de Groucho Marx", disse na semana passada. "Como um ser humano racional pode ser parte dessa loucura?"

O comentário de Montaner provocou risadas na quinta-feira, quando ele e outros analistas se reuniram em Washington para discutir o futuro da América Latina na sede do Instituto Cato, um centro de estudos influente e de inclinação conservadora. Montaner faz sucesso nesses ambientes. Ele é um dos autores do "Manual do Perfeito Idiota Latino-Americano", publicado nos anos 90.

Outros participantes do debate seguiram linha parecida, atribuindo o avanço de populistas como Chávez ora à irracionalidade das massas, ora à sua ignorância. "É um problema educacional", disse Gustavo Coronel, ex-diretor da PDVSA, a estatal de petróleo do país. "Chávez fez as pessoas dependentes de seus programas sociais e criou a ilusão da prosperidade."

Montaner e seus amigos não ajudaram muito a entender o que está acontecendo na região, mas suas intervenções tiveram outra utilidade. Elas mostraram como o ressurgimento do populismo na América Latina deixou desorientados seus adversários. Eles estão confusos diante do fenômeno e não parecem seguros sobre a melhor forma de reagir.

Quem percebeu isso melhor foi outro convidado do Cato, o venezuelano Moisés Naím, ex-ministro do Comércio do seu país e atualmente o editor da revista "Foreign Policy", especializada em assuntos internacionais. "Há algo acontecendo e é preciso ter cuidado para não desconsiderar tudo como se fosse apenas produto da estupidez e da ignorância", disse Naím

Na sua avaliação, lideranças como Chávez, o boliviano Evo Morales e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convenceram o eleitorado de que suas respostas para problemas como a desigualdade social podem ser mais eficazes do que as reformas econômicas de caráter liberal promovidas por seus adversários. "Alguma coisa eles fizeram certo e uma tarefa para a direita é perceber onde errou", disse Naím.

Examinar o caso do México pode ser um bom começo. É fácil rir do líder esquerdista Andrés Manuel López Obrador, que preferiu vestir a faixa presidencial em praça pública a reconhecer que perdeu as eleições de julho para Felipe Calderón, empossado sexta-feira. Mas a insatisfação popular que encontrou respostas em López Obrador permanece e Calderón terá que lidar com isso, observou Naím.

Partes significativas da economia mexicana, como a indústria do petróleo e as telecomunicações, são controladas por monopólios que atravessaram décadas de reformas econômicas liberais sem ser incomodados. "É um exemplo do tipo de política que gera descontentamento na região", afirmou Naím. "Aumentar a competição nesses setores deveria ser uma bandeira para a direita, não para a esquerda."

Faltam também modelos para os conservadores. Álvaro Vargas Llosa, co-autor do manual que tornou Montaner famoso e diretor de um centro de estudos chamado Instituto Independente, acha que esquerdistas moderados como Lula e o peruano Alan García nunca abraçarão reformas mais ambiciosas e só enxerga no Chile e em El Salvador exemplos a seguir. Perto do fim do debate, ele reconheceu: "A direita precisa ser mais criativa.”. Por Ricardo Balthazar – Valor Econômico

A VITÓRIA DO “POBRISMO” NA VENEZUELA FOI MARCADA POR MUITAS RECLAMAÇÕES
Chávez, o grande vencedor das eleições, reelegeu-se por seis anos com a promessa de aprofundar sua "revolução socialista" e de seguir combatendo o "imperialismo norte-americano”. Ele dedicou sua vitória a Jesus e a Simon Bolívar.

É o populismo messiânico varrendo a América Latina. Os miseráveis, eles ficaram ainda mais pobres, mas gostam do ditador amador e formam sua base de apoio. Em 2005 constatou-se que a linha de pobreza no país ampliou-se de 47% para 52%. E o desemprego cresceu de 12,2% para 13,5%.

Queixas generalizadas dos assessores de Rosales marcaram o encerramento da eleição. Segundo os oposicionistas, soldados da Guarda Nacional forçaram presidentes de mesa a reabrir várias seções eleitorais, mesmo depois de o CNE ter declarado o encerramento da votação. Leia mais

HORÁRIO ELEITORAL CUSTOU R$ 191 MILHÕES À VIUVA
Toda vida que alguém critica o Horário Eleitoral Gratuito, fico curioso para saber o que acha do financiamento público de campanha. Sim porque o HEG é uma das boas invenções do sistema político brasileiro. Ele reduz de forma significativa, ainda que isso nunca seja lembrado, as diferenças entre as campanhas. E o mais importante: tudo pago com recurso público, na forma de renúncia fiscal às empresas de rádio e TV.

Se você acha que é assustadora a diferença de campanha entre um PT e um PSol imagine o que não seria sem o HEG. Nos Estados Unidos, os candidatos a presidente, por exemplo, tem de custear não apenas a produção do comercial (como no Brasil), mas também o espaço da inserção do VT. Um elemento que, numa sociedade midiatizada, ajuda a manter o bipartidarismo americano.

Essa história toda é para dizer que a
Folha informa que, pela primeira vez, a Receita Federal divulgou uma estimativa de quanto a União deixou de arrecadar com a isenção de rádios e TVs. De acordo com a FSP, a campanha saiu pela (nem tão) módica quantia de R$ 191 milhões.
A Democracia, como se vê, custa caro. Então, é bom que seja honrada. Por Erick Guimarães – O PovoOnline

RURALISTAS VÃO REAGIR AO MST
Ânimos acirrados no campo. Congresso de ruralistas esquenta o clima de enfrentamento com o MST. Entidades ruralistas deflagrarão uma ofensiva contra as ocupações promovidas em todo o país por grupos liderados pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Desde o segundo turno das eleições, os sem-terra protagonizaram mais de 20 ocupações em 11 estados, além de ter ocupado um porto e repartições públicas.

Os ruralistas preparam uma agenda de mobilizações em defesa do direito de propriedade, que eles consideram ameaçado pela decisão do Lula da Silva de mudar os índices de produtividade no campo para fins de reforma agrária.
Leia mais

Por Gaúcho/Gabriela (Movimento Ordem e Vigília Contra a Corrupção)

2 Comments:

  • Deve ter alguma explicação científica (não é possível) para essa onda de ignorância avassaladora que está tomando a AL. Quem sabe algum vírus modificado esteja provocando uma alteração no gene da inteligência do povo latino, transformando todo mundo em zumbis, escravos teleguiados da esquerda facínora. Uma modificação genética tão agressiva que está minando a frágil imunidade inclusive, da nossa direita política.

    By Anonymous Paulo, at 2:29 PM  

  • O bando do MST é uma verdadeira rebelião contra o sistema econômico e a ordem social. Seu ato é sempre brutal e criminoso, pois contra o direito à propriedade privada. Se o desgoverno pretende blindar a baderna com a impunidade, que os agricultores tratem de reagir à altura. Por essas e outras, vai ficando claro que a nova tentativa do governo federal em recadastrar as armas de fogo tem sua lógica.

    By Anonymous Anônimo, at 2:48 PM  

Postar um comentário

<< Home