movimento ordem vigília contra corrupcao

domingo, dezembro 10, 2006

"NÃO DÁ MAIS”

As palavras de Vera Souza Silva, que decidiu reservar uma parcela de seu apertado orçamento para o pagamento de um plano privado de saúde para seu filho de sete meses, resumem com perfeição a situação da maioria da população brasileira que depende do Sistema Único de Saúde (SUS): 'Hospital público e posto de saúde não dá mais.

A reportagem de Emilio Sant'Anna publicada pelo Estado no domingo e na segunda-feira passados é um retrato impressionante dos dramas pessoais e familiares decorrentes do mau funcionamento do sistema de saúde criado há 18 anos para atender toda a população, independentemente de sua condição social. Para as pessoas que dependem exclusivamente do SUS, e elas são a maioria da população, o efeito mais cruel da ineficiência do sistema é a demora na prestação do atendimento médico recomendado.

O caso da paciente Zilda Maria dos Santos, de 53 anos, relatado pelo jornal, é também o de muitas outras pessoas que procuram o SUS. Com fortes dores nas costas e nos braços, ela conseguiu marcar consulta médica para 27 de setembro de 2007, ou seja, daqui a dez meses. Pacientes ouvidos pela reportagem encaram demoras como essa com certa resignação - 'é muita gente (procurando atendimento); acho que a culpa não é dos funcionários' - e têm a esperança de que, quando chegar sua vez, terão atendimento adequado.

A advogada do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) Cláudia Trettel também não vê problema na qualidade do serviço médico - 'no atendimento, o nível de satisfação é alto', diz ela -, mas observa que é grave o problema de acesso ao sistema. É um problema tão grave que começa a forçar uma parte da população que até agora dependia exclusivamente do SUS a procurar a proteção dos planos de saúde privados.

Segundo o IBGE, apenas um quarto da população pode dispensar o SUS, por dispor de um plano de saúde. Mas quem fica no SUS é justamente a parcela que mais necessita de atendimento médico, a de renda mais baixa, e, por isso, tem mais dificuldade para obter esse atendimento. 'Quem mais precisa é quem tem o menor acesso aos serviços', resumiu uma pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz ao analisar os resultados da pesquisa do IBGE feita em 2005.

É lamentável que, tanto tempo depois de sua criação, o SUS enfrente problemas tão sérios como os relatados na reportagem. Ações mal planejadas, desarticulação entre os três níveis de governo, burocracia e escassez de recursos estão entre as causas da precariedade do atendimento.

As deficiências do sistema não se limitam aos dramas enfrentados pelos pacientes. Também são seriamente afetadas as instituições que prestam serviços em nome do SUS. Em muitos casos, em razão do baixíssimo valor que o SUS paga, parece irônico falar em 'remuneração'. Há menos de três meses, o Estado mostrou a grave crise enfrentada pelos hemocentros do País, cuja origem estava nos baixos valores repassados pelo SUS. Por procedimentos cujo custo está em cerca de R$ 1 mil, o SUS estava pagando menos de R$ 340. Em média, os gastos estavam 50% acima dos valores reembolsados pelo SUS.

Instituições beneméritas e de utilidade pública, como as Santas Casas de várias cidades, fecharam suas portas por problemas financeiros decorrentes da baixa remuneração de seus serviços pelo SUS. Essas instituições reservam até 60% de seus leitos para pacientes atendidos pelo SUS, mas os valores repassados pelo sistema são insuficientes para cobrir os custos. Algumas Santas Casas vêm recorrendo a empréstimos bancários para manter suas operações, mas este é um recurso limitado e que, na maioria dos casos, apenas adia o encerramento de suas atividades.

O atendimento médico adequado à população de baixa renda é tarefa do Estado, mas impõe um custo. Os recursos públicos são limitados e, por isso, se o governante não souber fazer escolhas corretas, e gastar onde não deve, alguma coisa terá de ser sacrificada. O mínimo que se pode exigir é que os governantes não escolham sacrificar a saúde da população. Editorial - O Estado de São Paulo

RENDA DA CLASSE MÉDIA CAI 46% EM 6 ANOS
Parcela da população que ganha acima de três salários mínimos perde 2 milhões de empregos formais desde 2001.
O saldo da criação de empregos e da evolução da renda da classe média no primeiro mandato do governo Lula é amplamente negativo. Nessa parcela da população que mais paga imposto e consome, deu-se o contrário do verificado entre os mais pobres, em que a renda e o emprego prosperaram.
Entre a maioria dos países da América Latina, com exceção da Argentina, é no Brasil onde a classe média mais encolheu sua participação no total da renda nos últimos anos. O fenômeno ocorre desde os anos FHC. Assinantes da FSP –
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ANALFABETISMO PERSISTE NO PAÍS
Prioridade número um no governo Lula, o combate ao analfabetismo já consumiu mais de R$ 700 milhões do Programa Brasil Alfabetizado, do MEC. O dinheiro é suficiente para atender 7,1 milhões de adultos, mas surtiu pouco efeito, segundo o Pnad do IBGE. O MEC nega, obviamente, o fracasso do programa.
Leia no Globo digital

BOLSA FAMÍLIA CAUSANDO DESESTÍMULO AO TRABALHO
VITÓRIA, FORTALEZA, TERESINA, SALVADOR E BELÉM. Com medo de perder o benefício, trabalhadores estão recusando ofertas de emprego na agricultura, segundo reportagem da edição deste domingo do jornal “O Globo”.
O alerta foi dado por produtores de café do Espírito Santo semana passada. Em vários Estados do Norte/Nordeste a situação é semelhante.
Leia reportagem completa no Globo digital

CORRUPÇÃO CONSOME 1,37% DO PIB BRASILEIRO
Uma pesquisa realizada pela Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo) revela dados alarmantes sobre os números da corrupção no Brasil. De acordo com o levantamento, o desvio de dinheiro público consome R$ 26 bilhões por ano, o que representa 1,37% do PIB (Produto Interno Bruto) do país.
A pesquisa mostra ainda que o brasileiro ficaria 23% mais rico se fossem reduzidos os índices de corrupção interna ao nível, por exemplo, do Chile, nação considerada a menos corrupta da América Latina. Diego Casagrande

INTERNACIONAIS
AMÉRICA LATINA SEGUE ACUMULANDO “DIABOS”
"Fidel, já não somos dois diabos, a "diabeira" continua crescendo (...) cada dia somos mais", Por Hugo Chávez.
Ao final da Cúpula dos Povos, encontro social paralelo à reunião de presidente sul-americanos realizada em Cochabamba, na noite de sábado, esta foi a mensagem do arremedo de ditador enviada ao caquético Fidel Castro, referindo-se que a América do Sul segue acumulando "diabos" com a chegada de mais governantes de esquerda. Portal Terra –
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Por Gaucho/Gabriela (Movimento Ordem e Vigília Contra a Corrupção)

1 Comments:

  • Amigos, boa noite.
    O SUS é um fracasso porque sua concepção parte de um erro: a existência da prevenção, coisa que o país desconhece. Ademais, não contempla as imensas diferenças regionais brasileiras.
    Como pretender que o atendimento médico de Roraima seja igual ao de São Paulo?
    Isso serve de desculpa para nivelar tudo por baixo e pagar nada em troco do trabalho dos profissionais de saúde.
    Desde a teoria, o SUS já trata da quantidade: universalização do atendimento, ou seja, quanto mais pessoas atendidas, melhor seria o sistema.
    Por isso, sua prática não funciona. Não há recursos humanos, não há recursos financeiros, não há equipamentos, não há nada.
    Só utopias esquerdistas baseadas em falsas premissas.
    Como sempre.

    beijo e boa semana

    By Blogger Saramar, at 9:17 PM  

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