movimento ordem vigília contra corrupcao

sexta-feira, novembro 10, 2006

“ACORDÃO” – DE NOVO, TEREMOS UMA OPOSIÇÃO “MAIS DA MESMA”

Passada a eleição, pretendia-se apurar as ramificações da máfia das ambulâncias no Poder Executivo. Arma-se nos subterrâneos, porém, um armistício entre governo e oposição.


Faltando 40 dias para acabar, a CPI das Sanguessugas esfriou e corre o risco de terminar melancolicamente, com a aprovação de um relatório final pífio sem apontar os culpados no Executivo pelo esquema de compra superfaturada de ambulâncias pelas prefeituras.
O presidente da CPI das Sanguessugas, deputado Antonio Biscaia (PT-RJ) informou reservadamente a alguns parlamentares que a comissão deve ser encerrada bem antes do previsto.

A CPI caminha a passos largos para um desfecho melancólico. Na primeira fase, concluída antes das eleições, a comissão sugeriu a abertura de processos de cassação contra 71 congressistas (veja a lista
aqui).

Costurado com a participação do Palácio do Planalto, o acordo visa pôr uma pedra em cima das apurações do Legislativo, deixando a cargo apenas da Polícia Federal e do Ministério Público o desfecho do caso. Como os fatos sob investigação alcançam também o governo FHC, PSDB e PFL participam ativamente da conspiração contra a postergação dos trabalhos da CPI.

O acerto começou a ser surtir efeitos nesta semana, nas sessões em que foram inquiridos os ex-titulares da pasta da Saúde. Foram “convidados” quatro ex-ministros – dois do governo FHC, José Serra e Barjas Negri; e dois da gestão Lula, Humberto Costa e Saraiva Felipe.

Um outro detalhe jogou água no moinho do imenso acordo que se forma em torno da CPI. Pela lógica, o “convite” ao ausente Serra deveria ter sido transformado em convocação. Para que isso ocorresse, porém, seria necessário que um dos membros da comissão apresentasse um requerimento. Mas não houve um único deputado ou senador interessado em arrastar o governador eleito de São Paulo para o banco da CPI.

A bancada do PT fingiu-se de morta. Em retribuição, as bancadas do PSDB e do PFL trataram de esvaziar a sessão em que foram “inquiridos” os dois ex-ministros de Lula, Humberto Costa (PT) e saraiva Felipe (PMDB). Dos 22 tucanos e pefelistas que integram a comissão, entre suplentes e titulares, só três marcaram presença.

Os parlamentares que ainda apostam no aprofundamento das investigações aguardam até que Amir Lando oficialize a pretensão de fechar o relatório ainda em novembro para decidir o que fazer. O desinteresse de PT, PSDB e PFL indicam, no entanto, que há muito pouco a ser feito.

Dificilmente a CPI se arrastará até o final de dezembro, como se previa. Blog do Josias

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SUASSUNA VOLTA A SER LIDER DO PMDB NO SENADO

O senador Ney Suassuna (PB) reassumiu a liderança do PMDB no Senado. Ele estava afastado do cargo havia 85 dias, desde que a CPI das Sanguessugas pediu a abertura de processo de cassação do seu mandato.

O retorno de Suassuna ocorre 24 horas depois de o Conselho ter adiado a votação do parecer de Jefferson Peres (PDT-AM), para quem o mandato do colega deve ser passado na lâmina. Alegou-se falta de quorum.

Como líder, Suassuna, suspeito de ter recebido propinas da máfia das ambulâncias por meio de assessores, torna-se interlocutor obrigatório de Lula na composição do próximo ministério. Natural, muito natural, naturalíssimo.

Durante a campanha eleitoral, Lula esteve na Paraíba, Estado do senador. Em comício, disse que Suassuna é “leal e decente”. De resto, para quem já está tricotando até com Jader Barbalho, um Suassuna a mais, um a menos... Quem se importa? Blog do Josias

A volta de Suassuna surpreendeu até mesmo a bancada do partido no Senado, que não foi comunicada oficialmente da decisão. Leia mais


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"NÃO TENHO MOTIVO PARA MEXER. MEXER POR QUÊ? PRÁ MIM ESTÁ BOM”

Lula disse ontem que não enfrenta "nenhuma dificuldade" para escolher os novos ministros que vão integrar o governo durante o seu segundo mandato.

Em rápida entrevista no Itamaraty, ele sinalizou que deve manter Guido Mantega no Ministério da Fazenda e Henrique Meirelles à frente do Banco Central. Leia mais


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REUNIÃO DE QUADRILHA

Deputados do PT citados em cinco dos seis maiores escândalos do governo Lula dividiram ontem o mesmo auditório da Câmara para discutir a "reconstrução" do partido e a participação no segundo mandato do petista.

Entre os cerca de 70 petistas na sala podiam ser encontrados dez personagens de crises recentes.Eram seis acusados de envolvimento no mensalão: Paulo Rocha (PA), que renunciou no ano passado e fazia sua reestréia na Câmara; João Paulo Cunha (SP) e José Mentor (SP), reeleitos; e Professor Luizinho (SP) e João Magno (MG), que perderam a eleição. Ângela Guadagnin (SP), conhecida por ter dançado em plenário após a absolvição de Magno, completava o grupo.

Pelos "sanguessugas" compareceu José Airton Cirilo (CE), que fará sua estréia na Câmara em 2007. É suspeito de facilitar a liberação de verbas da Saúde para a empresa Planam. Outro que chega à bancada federal é José Guimarães, petista cearense que teve um assessor preso no escândalo dos "dólares na cueca".

Geraldo Magela (DF), retornando ao Congresso após quatro anos, foi acusado pelo ex-assessor da Casa Civil Waldomir Diniz, em 2004, de receber R$ 100 mil do empresário de jogos Carlinhos Cachoeira, em 2004.

A crise mais recente, a do dossiê, tinha como representante o presidente licenciado do PT e deputado reeleito Ricardo Berzoini (SP).

Da coleção de escândalos do governo, apenas o caso do caseiro não teve "representante". Seu pivô, o ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci, eleito deputado por São Paulo, não compareceu.

Também faltou o ex-presidente do PT José Genoino, outro do escândalo do "mensalão", que hoje fará uma "festa da vitória" em São Paulo. FSP – Blog Verso & Prosa - Cris

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FHC E O CARISMA DO SUCESSOR
“EU NÃO POSSO COMPETIR COM O LULA. EU NÃO SOU ESPETACULAR”

“Ser de esquerda hoje significa ser contra os Estados Unidos e a favor de um Estado grande. E ser de direita não representa nada, mas ser a favor do clientelismo.”

Em mais uma de suas vilegiaturas ruidosas, FHC proferiu, nesta quinta, uma palestra no Americas Society Council of the Américas, em Nova York.

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IDH, CASCATA E POROROCA

O PIB melhor de 2004 — ou seja, crescimento econômico — garantiu que o Brasil não passasse um vexame no IDH, apesar da tal redução da pobreza apontada pelo Pnud. E esta se deveu, basicamente, ao Bolsa Família, aponta a ONU para provável orgulho de Lula.

Mas, ao mesmo tempo, saúde e educação nos empurraram para baixo. E isso tem um significado. As tais políticas focadas de atendimento à pobreza — em contraste com a chamada universalização — demonstram o seu fôlego curto.

A confusão também é de nomenclatura. No país da jabuticaba e da pororoca, desenvolveu-se certa “economia da pobreza” — que estimulou Lula a fundar o “pobrismo”, uma nova corrente econômica — que corta verba das políticas universalizantres para transferi-las para as tais políticas focadas: adaptação verde-amarela da política compensatória. R$ 1,5 bilhão da Saúde, por exemplo, foi parar no Bolsa Família.

Crescimento da economia, com efeito, não significa distribuição de renda. Mas pouco se distribui a não ser miséria, quando a economia, como a nossa, cresce tão pouco: 2,65% deve ser a média dos quatro primeiros anos do governo Lula.

Com a Educação e a Saúde estagnadas, ou regredindo, num ambiente de baixo crescimento, está-se contratando miséria a longo prazo: os futuros assistidos por algum programa de bolsa — que, por enquanto, serve para provar ao mundo que o Brasil reduziu a desigualdade. Como diria Lula: “Pra que trocar?” Por, Reinaldo Azevedo




FARRA COM O NOSSO

CARTÃO CORPORATIVO DA PRESIDÊNCIA É USADO ATÉ EM CHURRASCARIA
Assessor comprou 280 lanches com dinheiro público no dia em que Lula esteve em Jacareí·

As nota fiscais apontam que, no dia 22 de setembro, nove pessoas da segurança e da equipe do presidente se alimentaram na Churrascaria Gaúcha Romani, em Jacareí.

Almoço

O almoço, no valor de R$ 90, foi pago com o cartão corporativo em poder de Mauro Augusto da Silva. No dia seguinte, quando o presidente participaria de um comício na cidade, o mesmo funcionário do almoxarifado da Casa Civil voltou ao restaurante e utilizou novamente o cartão para comprar 280 lanches, ao preço unitário de R$ 7,90.

Suspeitas

O fim do sigilo das compras feitas com o cartão corporativo foi cobrada pelo tucano Geraldo Alckmin ao presidente Lula durante debate no segundo turno. "A única coisa boa que FHC criou no governo dele foi exatamente esse cartão corporativo", afirmou o petista.

Em 2005 surgiram suspeitas da utilização de notas fiscais frias para justificar gastos com cartões corporativos. O TCU analisa o caso. Assinante da Folha lê mais aqui


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COMENTÁRIO:

Muito pior do que Lulla não estar nem aí para os 40 milhões de eleitores que disseram NÃO, é ter que encarar o fato de que esta Oposição (?) também não está. Se é que esteve algum dia.

O sentimento de traição entre nós é generalizado. É triste ter que encarar esta realidade. Mas, como disse Freud: "Na maioria das vezes, um pepino é somente um pepino".

A verdade, é que nós ( os 40 milhões de eleitores conscientes), fomos ainda mais ingênuos do que aqueles que votaram no Lulla, pelo estômago. Por Gaúcho/Gabriela (Movimento Ordem e Vigília Contra a Corrupção)

6 Comments:

  • Esquerda, direita, centro (avante?), canhoto sei lá mais o quê... Que vergonha!

    By Anonymous Otário, at 2:58 PM  

  • Causa indignação ver esses senhores se reunindo, como se nada tivesse acontecido. Principalmente o Berzoini, que em um país sério já teria sido enxotado do congresso e estaria espondendo a processo na Justiça. Como o Brasil está depravado.

    By Anonymous Carlos Ant./Sto andré, at 3:01 PM  

  • Picanha para o pessoal da segurança? Imaginem o que eles já compraram com esses cartões de crédito da "prizidência"...

    By Anonymous LU, at 4:58 PM  

  • Se era um evento de campanha, então que o PT pagasse a alimentação dos seguranças e da petralhada. Eu não sou obrigado a financiar campanha de ninguém. Muito menos desse sujeito, chefe de quadrilha!

    By Anonymous Tales, at 5:07 PM  

  • O FHC foi o principal cabo eleitoral do Lulla. Só não viu quem se fez de tonto. Passada a eleição, ele continua rasgando o babado pro lado do bandido. Por isso Alckminn dançou!

    By Anonymous JÚLIO, at 8:57 PM  

  • As "bestas" da atualidade adoram ser gente grande, e se sentem importante ao dizerem: "sou direita, esquerda, cento ao inferno, centro ao céu de brigadeiro. Nem conhecem este gráfico ideológico. Mas dizem!
    A pura verdade, é que estamos sendo governados por desclassificados, bandidos e ignorantes com perfis de TIRANOS COMUNISTAS. Trocando em miúdos: "Tudo pra eles, e nada pro povo. OK?

    By Anonymous Gabriela, at 11:39 AM  

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