movimento ordem vigília contra corrupcao

sexta-feira, setembro 22, 2006

LULLA AFASTA DELEGADO QUE PRENDEU PETISTAS DE SUA QUADRILHA


A Polícia Federal tentou abafar o caso do dossiê após descobrir o envolvimento de petistas no escândalo. Em São Paulo, onde um ex-agente da PF foi preso, a orientação era restringir ao máximo o acesso a informações e concentrar a investigação nas mãos de policiais de confiança do diretor-executivo da PF, delegado Zulmar Pimentel, 55, segundo homem na hierarquia do órgão.

Segundo a Folha apurou, o delegado Edmilson Pereira Bruno, que estava de plantão na madrugada de sexta-feira e prendeu o petista Valdebran Padilha, foi afastado do caso.

Durante a operação, o delegado prendeu ainda o ex-agente da PF Gedimar Passos -que negociava o dossiê com Padilha, no hotel Ibis-, apreendeu R$ 1,7 milhão e colheu os primeiros depoimentos.

Na segunda-feira, Bruno foi afastado. No lugar dele foram acionados policiais ligados ao superintendente em exercício da PF em São Paulo, Severino Alexandre, indicado para a diretoria executiva do órgão pelo diretor-executivo Pimentel.

Como o superintendente em exercício, a Folha apurou que o policial preso também fazia parte do grupo de agentes que gozavam da confiança do diretor-executivo -a PF de Brasília não confirmou a informação.

Por orientação do superintendente em exercício, todos os delegados e agentes foram proibidos de falar sobre o caso. Também foi vetada a divulgação de imagens do dinheiro apreendido no hotel.

As fitas de vídeo gravadas pelo circuito interno do Ibis, segundo um funcionário do hotel, haviam sido prometidas ao delegado Bruno, que deveria retirá-las na segunda-feira.

Por determinação do superintendente em exercício, o material foi lacrado e encaminhado diretamente para ele. Uma das situações consideradas "estranhas" por agentes da PF, que pediram para que seus nomes não fossem divulgados, foi o depoimento de Freud Godoy, ex-assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O superintendente em exercício determinou que Godoy fosse ouvido na segunda-feira por uma delegada assistente dele, considerada "novata" na profissão. O normal, dizem, seria Bruno ter assumido o interrogatório já que ele ouviu os presos e é delegado de classe especial, último grau na polícia.

A Folha tentou entrar em contato ontem com o delegado Bruno e com o superintendente em exercício. O primeiro, segundo a assessoria da PF, não tinha autorização para falar com a imprensa. Precisava da aprovação de Alexandre.

A reportagem telefonou cinco vezes para o gabinete do superintendente Alexandre. As secretárias informaram que transmitiriam o recado, mas que ele dificilmente fala com jornalistas. Localizado por telefone, Bruno se negou a falar. A PF em Brasília foi informada sobre o teor da reportagem, mas não retornou as ligações. Agência PFL

*

A QUE PONTO CHEGAMOS

O que você diria de um país em que:

- O assessor para assuntos de segurança pessoal do presidente da república, com sala na sede do governo e relações de intimidade com o próprio chefe de estado, é apontado como a origem da encomenda de um dossiê falso para atacar líderes da oposição, pelo qual se pagaria vultosa quantia, de origem ignorada;

- um homem-chave do comitê de campanha do presidente-candidato, que como o anterior priva de sua amizade e é comensal freqüente de churrascos na casa presidencial, também participa da operação, assim como um diretor de “gestão de risco” (sic) do maior banco sob controle governamental, além de outros personagens secundários ligados ao partido do presidente e à atividade de levantamento de fundos de campanha;

- um ex-secretário do ministério do trabalho, igualmente pertencente ao círculo de amizades do presidente da república, marido de uma de suas secretárias, igualmente integrante do comitê do candidato, participa da tentativa de veicular o referido dossiê por meio de uma revista que recusa a oferta e posteriormente denuncia o fato (o dossiê vem a público por meio de outra publicação, de conhecida versatilidade política e empresarial);

- o presidente do partido do presidente, seu ex-ministro em duas pastas, e chefe de campanha, toma conhecimento da primeira tentativa e não a impede;- o presidente da república, diante da gravidade dos fatos, diz que a oposição quer “melar as eleições” e jura determinação em apontar os culpados. Simultaneamente, os mais diretamente envolvidos na operação, todos eles de menor escalão, se demitem dos cargos ou funções que ocupam. No roldão, é forçado a demitir-se o presidente do partido do presidente-candidato (não do cargo de presidente do partido, mas de chefe da campanha);

- o presidente da república repete, no episódio, a mesma atitude adotada em ocasião anterior, quando, ainda no início de seu governo, um importante assessor da casa civil, responsável pela “articulação política” com o Congresso, é flagrado extorquindo propina de um grande “empresário” do ramo dos jogos de azar, em troca de favorecimento em contratos com o governo e de apoio à legalização da prática do “bingo”;

- o chefe do assessor, na época, homem forte do governo, diz desconhecer as atividades do subordinado, mantém a braçadeira de “capitão do time” e continua jogando. O assessor, qual fusível queimado, é descartado; - um ano mais tarde, o mesmo presidente volta a adotar igual atitude quando, por denúncia de um deputado aliado, vem à tona um esquema de corrupção industrial de deputados federais, financiado com recursos públicos, sob a maquilagem de empréstimos bancários urdidos pelo tesoureiro do partido do presidente e por um “publicitário” conhecido no meio político como emérito “operador de recursos”. Entre os beneficiados do esquema, além de parlamentares, aparece o marqueteiro-mor do candidato-presidente-candidato;

- o “capitão do time”, apontado por ninguém menos que o Procurador-Geral da República como peça-chave de atividades qualificadas como “típicas de uma quadrilha”, dessa vez não resiste e sai do governo. Na mesma denúncia, o Procurador enquadra cerca de 40 pessoas, grande parte delas altos dirigentes do partido do presidente e ministros do governo, além de representantes de partidos da base parlamentar governista;

- por força dessa denúncia e de outras que se sucederiam, quatro ministros do governo respondem a processos no Supremo Tribunal Federal (STF), entre eles o “capitão do time” e outros dois de comparável peso político.

Este é o Brasil de Lula, em cujo governo faltam probidade administrativa, compostura política e civilidade democrática. Um Brasil em que - não bastassem os fatos acima relatados - o presidente da república se refere a países e chefes de estado vizinhos, na frente de várias pessoas, em termos chulos e ofensivos, registrados em livro recente de uma dupla de repórteres (Viagens com o Presidente, de Eduardo Scoleso e Leonêncio Nossa).

Um Brasil em que o presidente da república chama um senador da oposição de “hamster” e é obrigado a ouvir a réplica de que seria um “rato etílico”.

Este é o Brasil de Lula. Resta saber se é este o Brasil que queremos. Se, de fato, não queremos, está mais que na hora de dizer “basta”, em alto e bom som, na imprensa, nas ruas e nas urnas, onde for, por todos os meios legítimos que a democracia nos oferece. Por Sergio Fausto – O Estado de SP

Por Gaucho/Gabriela (Movimento da Ordem e Vigília Contra a Corrupção)

5 Comments:

  • Esta gente pesada demais, não é? É coisa de sub-mundo do crime. Nem sabemos mais o que dizer!

    By Anonymous Gabriela, at 6:55 PM  

  • Mas, Deus é Pai!

    O delegado responsável pela prisão dos envolvidos na compra do "dossiê Serra", Edmilson Pereira Bruno, afirmou hoje, em entrevista coletiva.

    "No futuro, vocês verão nos autos dos depoimentos que não há menção ao PSDB, mas a todos os partidos", afirmou. O delegado disse ainda que, durante os depoimentos, Gedimar e Valdebran declararam que estava sendo negociado um dossiê com 2 mil páginas e que o material apreendido em Cuiabá seria apenas uma "isca",para ver se seria apreendido e foi, o resto que incriminaria o PT e outros partidos seria entregue depois e continuou sendo negociado mesmo após a prisão de Gedimar Passos e Valdebran Padilha.

    Eu quero saber:

    Qual é o conteúdo MTB?

    Bom fim de semana, beijo.

    By Blogger Star, at 3:06 AM  

  • Estamos vicendo tempos estranhos amigos!!! Sem nenhum aviso nessa madrugada de sábado mais precisamente as 2:30 da manhã foram deletadas varias comunidades (as que continham os maiores numeros de inscritos) que falavam mal do Senhor LULLA e de sua corja!! VIDE: http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=775794&tid=2488896340733462621
    para saber mais..... Eu mesmo estava debatendo com uma paeesoa em uma comunidade do PSOl quando inexplicavelmente a Cominidade foi apagada!!!

    By Anonymous Romão, at 12:10 PM  

  • INEXPLICAVELMENTE AS COMUNDADES COM O MAIOR NUMERO DE PARTICIPANTES E QUE ERAM ANTI LULLA FORAM TODAS APAGADAS ISSO TEM QUE CHEGAR A MÍDIA!
    VEJAM OS TÓPICOS DE UMA DAS COMUNIDADES APAGADAS E QUE TENTAM RENASCER DAS CINZAS DEPOIS DO OCORRIDO LEIA OS TÓPICOS: http://www.orkut.com/CommTopics.aspx?cmm=20951366

    By Anonymous Romão, at 1:10 PM  

  • Pode e deve ser ignorância de minha parte, mas gostaria de saber se o delegado sendo concursado ele pode simplesmente ser afastado pelo presidente, que além de tudo é mais corrupto que qq um?????

    By Anonymous ciça, at 9:45 PM  

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