movimento ordem vigília contra corrupcao

domingo, junho 04, 2006

(MAIS) FRAUDE À VISTA!

Nunca estivemos tão próximos de (mais) uma nova fraude eleitoral.
Foi publicado na data de hoje (04/06/2006), no jornal A Tarde, da capital do estado da Bahia, que ao assumir a presidência do TRE baiano, o desembargador Manoel Moreira iria encontrar problemas para organizar e eleição de 2002. Restavam 40 dias para organizar o pleito para 8,5 milhões de eleitores quando recebe informações do setor da informática estaria em um verdadeiro caos.
O tempero baiano fica por conta de que nada mais nada menos do que 8 mil flash-cards (o que equivale à 24% dos cartões preparados para que as 30 mil urnas sejam programadas) estavam desaparecidos, estes 8 mil flash-cards continham informações necessárias para a votação de 2,04 milhões de eleitores.
O assunto foi mantido em silêncio, e hoje foi escancarado jornal em questão. Para que possamos ter idéia da ameaça que isso representa, basta dizer que um único flash-card preparado para se dar a descarga em urna, pode ser aplicado a cerca de uma centena de urnas. Se tudo isso não for ainda suficientemente grave, houve ainda problemas detectados em que TODOS OS ARQUIVOS ELETRÔNICOS DAS SECRETARIAS DE ADMINISTRAÇÃO E INFORMÁTICA DO TRIBUNAL, HAVIAM SIDO APAGADOS.

NELSON JOBIM, que na época ocupava o cargo de presidente do TSE, informou então - quando o desembargador consultou seu superior pelo telefone – que enviaria técnicos para auxiliar a equipe estadual e recomendou que fosse mantido em sigilo o ocorrido. Poucas horas depois, desembarcava em Salvador o secretário de Informática do TSE, Paulo Camarão e em sua companhia o diretor-geral Miguel Augusto Fonseca de Campos.
Resumirei da notícia apenas que, em numerários seriam necessários gastos nos valores de 320 mil dólares para que algum tipo de conserto fosse feito, quantia que na época estava indisponível nos cofres do TRE baiano. Dez dias depois os flash-cards foram então finalmente encontrados, sem qualquer acondicionamento recomendado e segurança, idem. Manteve-se o pacto de silêncio. Ainda o jornal, encontrou poucas pessoas dispostas a falar sobre o assunto, muita esquiva para falar no assunto. A única pessoa a confirmar os fatos foi o próprio desembargador, hoje aposentado, e apesar de disso ainda não entrou em detalhes.

O professor de Ciências da Computação da Universidade de Brasília (UnB), Pedro Rezende foi informado do fato na última terça-feira sobre o caso e declarou ter sido “o primeiro caso de flagrante descontrole da Justiça Eleitoral”. Também foram registrados casos isolados em Camaçari (BA) e Petrópolis (RJ), mas em menores proporções. Rezende ainda contribuiu como argumento que “Não houve transparência nas atividades preparatórias das eleições de 2002.” e acrescenta “A maioria foi executada por técnicos terceirizados cuja atuação escapa ao controle externo”.

Camaçari ainda é citada na reportagem por ter tido um dos casos mais graves de fraude eleitoral dos últimos anos. “Após duas revisões eleitorais (1998 e 2001) para eliminar irregularidades em seu cadastro, Camaçari ainda desafiava a Justiça Eleitoral abrigando, em 2002, milhares de eleitores fantasmas aptos a votar nas eleições presidenciais.” cita a repórter Lenilde Pacheco. E continua “Nem as urnas eletrônicas que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) garante serem seguras foram suficientes para eliminar os milhares de títulos falsos naquele município”. E uma fraude sobreviveu a informatização: “Após duas revisões eleitorais, mais de 30 mil títulos de eleitores caíram na malha fina da Justiça Eleitoral por falta de comprovação dos domicílios”.

E para finalizar, em Santo Estevão (município que dista 148 km de Salvador) também ganhou notoriedade nacional no quesito “segurança das máquinas”. A Coligação Unidos Pela Paz (PPB – PFL) apresentou impugnação do resultado eleitoral de 2000, solicitando que as urnas fossem periciadas. Após uma conturbada perícia, o perito judicial apresentou um laudo onde citava que, além das dificuldades encontradas em prosseguir com seu trabalho por membros da JE, havia evidentes sinais de fragilidade na segurança dos sistemas. Por, Marcelo Bernasconi

Esses assuntos são amplamente debatidos no site do Voto Seguro (http://www.votoseguro.org)

Assine também a lista do Alerta dos Professores, façamos valer nossos direitos. (http://www.votoseguro.org/alertaprofessores)

“ O Brasil está se tornando o país do faz-de-conta “ Ministro Marco Aurélio, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, e a crise ética brasileira

Comentário:
O preço da nossa liberdade será sempre a eterna vigilância. (Movimento da Ordem e Vigília Contra a Corrupção).

9 Comments:

  • O processo de escolha dos Juízes Eleitorais também contamina o processo.

    “Não é o vinho que está estragado. É a garrafa”.

    (Montesquieu)

    By Anonymous Anônimo, at 9:04 AM  

  • É uma lástima que a grande Imprensa não abra espaço suficiente para que essa grave questão chegue de fato à opinião pública. Os fantasmas de Camaçari continuam vivos. E prometem estar presentes e assombrar como nunca, a integridade das eleições, no geral, este ano. Que pena que a Mídia esteja tão apática/contaminada nesse processo de desrespeito e corrupção.

    By Anonymous Guilherme, at 9:33 AM  

  • E as ilusões estão todas perdidas/Os meus sonhos foram todos vendidos/Tão barato que eu nem acredito - Cazuza

    By Anonymous Ana, at 11:37 AM  

  • O município de Codó, no Maranhão,em outubro de 2004, também teve grande fraude com mais de 10 mil títulos de eleitores clonados, que derrotaram a vontade do povo de lá. Ninguém divulgou nada.

    By Anonymous Anônimo de Pernambuco, at 2:30 PM  

  • O município de Codó, no Maranhão,em outubro de 2004, também teve grande fraude com mais de 10 mil títulos de eleitores clonados, que derrotaram a vontade do povo de lá. Ninguém divulgou nada.

    By Anonymous Anônimo de Pernambuco, at 2:31 PM  

  • O município de Codó, no Maranhão,em outubro de 2004, também teve grande fraude com mais de 10 mil títulos de eleitores clonados, que derrotaram a vontade do povo de lá. Ninguém divulgou nada.

    By Anonymous Anônimo de Pernambuco, at 2:31 PM  

  • O município de Codó, no Maranhão,em outubro de 2004, também teve grande fraude com mais de 10 mil títulos de eleitores clonados, que derrotaram a vontade do povo de lá. Ninguém divulgou nada.

    By Anonymous Anônimo de Pernambuco, at 2:31 PM  

  • Sr. Ministro Marco Aurélio, V. Excia é decente. Como ficaremos diante deste medo de estarmos sendo enganados?

    By Anonymous Tadeu B. de Souza/PR, at 3:04 PM  

  • ola pessoal de codó moro em paraibuna no estado de sao paulo li a historia da fraude em codó a minha cidade nessas eleiçoes aconteceu a mesma coisa do anyigo pfl a gora dem 25,os fiscais de vermelho achamos canhotos de comprovante de votaçao como se a pessoa tivesse votado 2 vezes,sem contar queeles falavam a oposiçao durante a campanha inteira que ja sabiam que iam ganhar.eu queria saber oque vcs de codó fizeram para conseguir denunciar esta fraude.abraçis
    obrigado pela atençao aguardo um contato via email

    By Anonymous Anônimo, at 3:28 PM  

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