movimento ordem vigília contra corrupcao

quinta-feira, abril 13, 2006

"Fui tratado como bandido"


Após três meses em silêncio, o jornalista Boris Casoy diz que foi truculenta a sua demissão da Record e afirma que recebeu ameaças do ex-ministro.


Na Folha de S. Paulo, SBT e Record, onde trabalhou, era ouvido e recebido por presidentes da República e ministros. Nos últimos 8 anos e meio foi âncora do Jornal da Record e entoou o bordão “isso é uma vergonha” até 30 de dezembro, ao ser demitido. Após um silêncio de três meses, recuperando-se do “coice”, Boris conta as pressões políticas da Record que culminaram na demissão. "Não sou bobo, mas não posso afirmar. Houve uma tentativa de me amordaçar. Esse governo pressionou a Record.

Foram várias pressões e a final foi do Zé Dirceu. Eram três assuntos que eles (governo) não queriam nem que se tocasse: Caso Banestado (remessa ilegal de dinheiro para aplicações no Exterior por meio do banco), o compadre do Lula, Roberto Teixeira (advogado da Transbrasil, acusado de operar esquema de arrecadação de dinheiro junto a prefeituras do PT) e o assassinato do (ex- prefeito de Santo André) Celso Daniel. Eu insistia que acabariam em pizza. - "Isto é"- Houve ameaça direta a você? Boris: Não. Houve o telefonema do Zé Dirceu (para a Record). A diretoria me pôs a par: “Ele disse que vai prejudicar a Record e você pessoalmente se não parar”. Essa foi a última (ameaça)... vinha em série.

O Zé Dirceu caiu em 13 de fevereiro, meu aniversário. Depois que ele caiu, as pressões foram reduzidas. As ameaças (aconteceram) direto para o presidente da Record, que era o Dênis Munhoz. "Isto é" - Outro político acenou com ameaça? - Nós recebemos um relatório do diretor do escritório de Brasília da Record, que participou de uma reunião em Brasília – as emissoras acertavam questões de publicidade com o governo. Dizia: “Olha, com o Boris Casoy não dá para ter publicidade”.
Me contaram ainda que o (Luiz) Gushiken (ex-secretário de Comunicação) tinha insinuado para o presidente da Record: “Com o Boris lá fica difícil o relacionamento com vocês”. Houve telefones de gente da bancada evangélica: “Olha, o Zé Dirceu reclamou. Isso atrapalha a gente”. Trecho da entrevista de Boris Casoy, por Rodrigo Cardoso "Isto é ".
Movimento da Ordem e Vigília Contra a Corrupção

5 Comments:

  • Lula é um atentado à democracia e à liberdade de expressão. Aliás, ele é um atentado à dignidade dos brasileiros, de forma geral. Boris, profissisonal competente, foi uma vítima das garras desse metalúrgico-insandecido, analfabeto funcional.

    By Anonymous Anônimo, at 6:57 PM  

  • A quadrilha do PT mais uma vez mostrou os seus tentáculos! Querem dominar todos e a tudo!
    Fora Lula! Fora Lula!

    By Anonymous Anônimo, at 10:14 PM  

  • E Qual a posição do sindijor e da FENAJ?

    By Anonymous Anônimo, at 8:52 AM  

  • Infelizmente, a posição dessas entidades está comprometida, vendida aos interesses do governo. Elas defenderam e defendem a criação do tal conselho (CFJ). O tempo eles se colocaram contra os profissionais que se opuseram ao projeto castrador da liberdade de expressão. Entitularam profissionais como o Boris e outros, de "barões da mídia". Portanto, nessa história o Boris está sozinho.

    By Anonymous Anônimo, at 9:35 AM  

  • Minha idignação é muito grande, quando se mexe com honra de pessoas do bem. Boris diz "Fui tratado como bandido" Isto é o fim! Boris Casoy é um homem, um jornalista que desenvolveu ao longo do tempo um caráter flexível e, sem dúvida, inquebrantável como aço. Um belo exemplo aos demais que se vendem e vendem nosso país.
    Pessoas fortes e cheias de LUZ não se apagam.São notadas como ARBUSTOS e não comuns como CAPIM.
    E por falar em "Capim" esta praga, nunca faltará em quaisquer circunstâncias da vida!!

    By Anonymous Anônimo, at 10:14 AM  

Postar um comentário

<< Home